segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vaidade das vaidades

Anatoly, que viveu há sete séculos atrás no lugar onde, atrasada a fronteira hoje se lê Ocidente mas que é igualmente, indistintamente, o vasto território espiritual da Rússia, foi o asceta que eu devia ter sido e disse:

Lembra-te do teu criador nos dias de mocidade antes que cheguem os anos (os outros)
antes que se quebre a cadeia de prata
e se despedace o copo de ouro
e se parta o cântaro, junto à fonte
e se desfaça a roda, junto ao poço,
e o pó volte à terra, como era,
e o espírito volte a Deus, que o deu.

tudo é vaidade

e é perecível.

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