quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Depois de Augusto,
alisa a tua seda saia sedenta
come a flauta o poeta
arranha os avessos do nome, prepara
o cabelo,
o alto nome,
as trinta cabeças entrançadas
em estacas juncos vivantes
bífidos assobios
come a flauta poeta:
aqui eu digo o meu agora
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O AMOR SÃO DOIS LEÕES ARRANHANDO A PELE DO AMOR E NÃO O CERNE DO AMOR
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Salvador, BA
Beware, he went on saying, of all kinds of anthropologists. They never are concerned nor mention in any way that outer axis.
This he told me looking much like an icon, the palm of his hand outward, his legs folded before him. Crowning him, the dreadful accent of passengers. And just perhaps he might have married one, long before.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Vida índia
Uma aragem verde a principal prática periódica da lavra. Uma que sulca o próprio ventre, fibra, plasma, até à afinação do osso e sua total resplandescência. Uma pulição que não promete, só entrega e entrega e se entrega. Coroa uma espiral de entendimento a redenção que se desenrola num movimento ascendente, por dentro mesmo da fibra vegetal. Coroa o solo. Coroa o olho. Uma selvajaria que é o próprio método, o próprio mergulho, o próprio desdém.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Vamos ver.
A construção de um jardim, quando finalmente se conseguiu o abandono sistemático de todas as clareiras de rosas da vida adulta é talvez um projecto caro, demasiado caro a um pequeno externo, pequenas mãos, pequeno crânio e respectivas clavículas. Mas um que permitirá os hibiscos.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
O Rei
O Rei é um
procrastinador
que adunca os prazos.
escorre os metros palmilhados com
a única precisão que um corpo encerra:
a esquelética.
Ao fundo o conselho reúne,
esmagam-se peónias rechonchudas
com o pé,
e veneráveis sábios moribundos
desejam no leito de morte conversas
corriqueiras e alheias, sobretudo.
-Para o lago, diz.
E nós estamos aqui para a vontade do Rei.
terça-feira, 20 de abril de 2010
УСПЕИИЕ ДОГОМАТЕРИ (II)
Do adormecimento muito se especulou (pelos séculos dos séculos); aquele carpir sem piedade nenhuma foi descrito com mãos que se quebraram ao arrimar-se ao leito e túnicas de ouro tecidas tornando impassivelmente ao fuso.
Mas quando a virgem finalmente adormeceu, eis o filho, o filho. E os beijos que dele tombaram.
Lisboa, Abril de 2010. Ainda a prática do coração, portanto.
УСПЕИИЕ ДОГОМАТЕРИ
Foi quando adormeceu enfim
a virgem (que teve filho),
que este lhe apareceu,
entronado.
E nos seus braços -hijo mío- vinha
em infantilizada escala,
a figura da mãe.
O que fez a virgem soltar
uma gargalhada
que apagou a vela
que mandara acender
para aquele leito.
O que por sua vez
fez do Filho tombar
aquilo que hoje mal sabemos
mas a que remotamente chamamos
de incessantes
beijos
cerrados.
O ARPOADOR
Sem um se perfilam os outros, bravos como baleias. Nunca o meu amor foi tão bem tratado, suspira.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
ESTRELA DE NOVENTA PONTAS
QUANDO NO ESPAÇO
HÁ UM FRACTAL QUE BRILHA,
PRECEDE UMA ÍNTIMA E MORAL OBRIGAÇÃO
DE TRAÇAR QUALQUER CONSTELAÇÃO,
POR MAIS MINÚSCULA, QUE DESENHE.
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
DIÁRIA
E assim como a proa fálica, o ovo
completa a rotação na terceira casa da diária
ascensão solar.
Este é o percurso que a escuridão da gruta opera na vista daquele que não vê.
O cego por quem a verdade
exagerou o seu cultivo.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Al revés
A construção da mesa (eucarística, claro está) acerca-se do cerco daquele comovido palácio (augusta propriedade de exílio de K., o incívil chefe de cerimónias) com a velocidade com que as flechas medievais se aproximam do seu directo destino: sem uma pestana. Uma iridescente cadência ascendente. Que galopa.
Primeiro, a estrutura servindo a gravidade; depois, o plano do tampo garantindo a perpendicularidade e com ela o mísero ensaio de uma eternidade que a podridão raia- tal como apodreceram os modelos das naturezas mortas, para lá da sua fixação a óleo; (Antes que borboleta bata as suas asquerosas asas duas vezes, já a mesa se ergueu, se põs, e se dispôs.) E nunca, durante a célere construção, qualquer coisa que possa, ainda que remotamente, guardar a lentidão síncopa do seu bailado posterior. Sim, por último nunca o olho de Deus.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
para tocar o outro lado da tua cara
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
The slope - Now see to it.
Em cada uma delas, uma assinatura surpreendentemente infantil de exasperada caligrafia minúscula faziam daquele o único nome. Foi como um amor irrecuperável.
O encontro com a profusa autora foi igualmente inesperado. Passo a relatar: Enquanto pilhava a divisão, caíram (de bruços mesmo) estes olhos sobre um par de óculos de massa vermelha que estavam pousados na mesa camilha. Imediatamente soube que eram os teus, que ali tinhas estado a ler. Soube, entre outras coisas, quem eras, a forma da tua cara, o teu papel naquela complicada família.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Azizi
By the side of the dam of the stream;
Where the wet fishing nets are drying,
The carriage jogs on, and I muse.
Tolstoy
vai um Judeu novo.
A pedra ecoa os passos
enquanto a barba
(negra) em capicua
apara as lágrimas.
E embora o homem chore
sem tristeza e deambule
o próprio caminho para casa,
são 1) a luz, difusa mas focal
e 2) o som, único, distinto, repercurtido,
quem abrem a boca
do espanto.
Um rapaz pequeno
de olhos pretos lamenta
a gaiola do seu pássaro azul
que lamenta a gaiola do seu menino
grande.
Como sei eu estas coisas,
como distingo, com quotidiana angústia
cada som, a própria barba
do Judeu?
Tudo isto aconteceu já,
Só não sei dizer quando.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A CABEÇA PRIMOGÉNITA
ANTÃO o meu primeiro. Antão de membros maciços, de canto estouvado, Antão.
Da tua cabeça saiu intacta e ininterrupta, toda a doutrina -oral, orada- que podemos, ainda que remotamente, vislumbrar dos anacoretas.
Do teu corpo compacto, a quietude divina destilando a hesychìa te tornou inamovível, de fogo.
Agora pode ver-se que depois de ti se perfila -mais ou menos ordenadamente- a tremenda linhagem soberana.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Mas tem de haver mais.
SOMOSOSFILHOSPERFEITOSDEDEUSCAÍMOSDOCÉUFEITOUMALUZSOMOSOSFILHOSPERFEITOSDEDEUSSOMOSOSFILHOSPERFEITOSDEDEUSSOMOSOSFILHOSPERFEITOSDEDEUS!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Hay que luchar pero sin perder la ternura jamás
Tento ainda, sobre tudo o resto, não perder a cadência que me trouxeste junto com a leviandade da mesma. O despudor do ritmo, bendita sejas. Do arranhão de 1,71 m não falarei, que embora tentasse, perdi na luta toda a nomenclatura para a oração.
E o ano que vem trará o retrato de um santo (híbrido), está dito.
O quadrado de R.V.
O quadrado (de luz) que RV inscreveu no espaço usando sem mesmo usar o calcanhar na batida forte, apagou uma certa noite escura da história do samba, no geral. Quebrando o tempo naquela ligeiríssima suspensão, apagou o peso inscrito no pé e rodou para além do próprio bailarino. Como se fosse alguém que, já morto, voltasse e se apresentasse aos vivos dançando daquela maneira, trazendo para a vida uma ligeireza a ela desconhecida, de tão fácil. Como a primeira leitura do poema.
Essa aparição física do ex-bailarino provocou em nós, os vivos, um espanto branco, inexorável mesmo. Porém a apresentação do bailarino, essa dádiva, é algo que, suspeito, continuará a ressoar pelos séculos dos séculos da ginga. E para a qual não temos outra paga senão a passista.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Moscovo, Holiday Inn
é um punhado de cinzas.
e com isto
o poema tardará.
como uma invocação formulaica,
perguntas como se pode resistir à tristeza
(que a alguém tornou belo)
quando é de manhã, tarde
na manhã,
e curiosamente é a este
insalubre quarto de hotel
que chega a obstinação primaveril.
como se a vida tardasse em chegar-te,
como (tarda) um jardim a estes baldios
de neve.
A prática do coração
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Algumas Chaves Para a Leitura do Poema Precedendo o Mesmo
Poeta (Identificação) - Aquele que se reconhece entre os outros pelas palmas das mãos. Vermelhas. E alguns nomes escritos nas costas.
Juízo- O preço que iremos pagar pelo desprezo que temos pelos alimentos que comemos.
Buraco- Não a passagem mas o túmulo- útero que esteve, sempre estará, à boca
daquelas mãos descritas anteriormente.
Água- um único curso a apontar: aquele que escorre.
Leite- o mesmo curso acima descrito.
A coroa- Aquilo a que os cristãos chamam cruz, antes de dizer escuridão.
És fogo,
Tua roupa é fogo:
Quais destes dois fogos eu posso suportar?
The Milk Spilling
O (poeta) menino viu no barulho do mar viu na espessura do líquido viu cobrindo o seio direito da mulher um búzio que (anos) mais tarde ele colocou sobre o próprio peito e que mais tarde ainda coroou de leite. O agora homem parodiando, isto é, vivendo, de leite enche o búzio e por ele bebe até a barba escorrer os rios daquela água esbranquiçada.
Sabemos que casou -e que do matrimónio extraiu seus benefícios- porque em redor de uma garrafa grande de vidro azul estão, como num colar, pendurados dois búzios: o tal redondo e um segundo, mais pontiagudo.
domingo, 22 de novembro de 2009
Achados que não polemizam
As azeitonas
na marcação do território
estabelecem uma constelação (nada) orgânica;
O sol
na orientação das casas
levanta a lógica para a construção dos seus muros;
As arcas
frigoríficas agora desactivadas
estão nas hortas (que o Ribeiro Telles professou), cheias
de água da chuva e tornaram-se naquilo que gosto de chamar de:
máquinas de guardar o sangue;
O velho aforismo
que exalta as rãs
e exala os homens nús (da escultura);
Mais uma ou outra construção
que não vale a pena nomear,
apenas a ressalva de que os seus ornamentos
se pintarão sempre a vermelho;
A corola
de cinco pétalas
agora tem três.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Mas tem de haver mais
De facto, aproximou-se de tal forma a Andrei -sete séculos antes- que podemos com verdade afirmar que aqueles ícones perfeitos um pintou e o outro revelou. Precisamente os mais austeros.
Arsenii, o poeta que tudo nomeou. Mas tem de haver mais, disse.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Tâmara Bébé.
Compelindo à vida sempre estiveram (mesmo que invertidas) as violentas imagens dessa doçura. Vulgo: as alamedas; e para lançar o corpo para diante, para o desejo, é que as palmeiras tem frondes. Gigantes, capazes, escadáis.
Ah mas para além da sua brava compleição, as palmeiras servem para invocar um espírito. Invocar, chamar um nome. E, per omnia, é para isso que têem nomes próprios, para que as chamem. E é por isso que as suas avenidas permitem emboscadas com flores (minúsculas) e a exuberância da botânica brotando em frutos do por vir.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Pôr a mesa com mãos de dedos minúsculos
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O cú das abelhas
Como a entrada do convento ruíra, prudentemente vedando o seu acesso, o facto nunca foi comprovado e, como seria de esperar, logo entre as virgens da região nasceu o estranho costume romeiro de, a cada primavera, ir-se lamber as paredes do exconvento.
Agora os factos:
Andou por lá uma menos casta, que apesar de laboriosa e cumpridora das tarefas do espírito summa cum laude, dizia nada poder contra a naturalidade de Deus. Uma injustiça!
Quão desmedido rubedo despertava nas manhãs de Maio, ao imitar o vôo éptico e desenfreado -mas nada trémulo- sobre as flores!
A crescente exaltação que deixava florescer ao perseguir o cú das abelhas, depois toda ela traduzia no mel que escorria. Que sempre escorreu, suspeitamos.
HESICASMO
Agora os sonhos atormentam-me com uma luminosidade excessiva, parecida à dos talhos ou das epifanias de esquina; agora a tenebrosa ordem volta a atacar formulando clara e convexa o nome da práctica incessante da oração do coração.
Ah, suspiro, como eram doces e nada nocivas as noites que me traziam nomes tão escuros como longínquos: COELACANTO, admirável peixe-besta. Coisa perfeitamente extinta para o meu coração.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
SCENA I (Berlim)
Aquelas carpideiras envoltas
na poeira branca que tudo cobre.
A poeira branca que não é poeira,
nem é branca,
mas isso que se desprende à violenta morte de cada virgem
e que tudo cobre
como uma tristeza infinda
e que só pode ser classificada de
magnânima
poeira
branca
por não termos das palavras
a justa
medida
da desolação:
isso que é chorado
sobre uma erosão.
As carpideiras chorando a virgem chorariam a montanha.
SEREIO (negro)
Somos os filhosperfeitos de Deus!
Somososfilhosperfeitosde Deus!
som
osfilh
osperfei
tosde
deus!
domingo, 4 de outubro de 2009
Apenas a dedicatória,
Ao Joaquim porque é já o peixe negro que desde a antecâmara da vida (o desejo) soube abrir dois minúsculos olhos que me fixam atentamente.
E que me excedem.
-Filho, digo.
sábado, 26 de setembro de 2009
Há trinta mil anos
que exala
e exala ainda:
Eu sou aquele que ch-ama porque tu és nomeável,
ó virgem de quarenta cabeças, de outras trinta coroada!
Canto para pilhar os teus juncos entrançados,
a tua cabeça
alta
toda à escuta.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Nova Novo Brando Som - Artéia a última palavra de milhares de peixes negros esdita.
Naquele
Portanto não era Rinpoche M. a cabeça do poema, embora fosse o pulso que o pôde escrever porque à noite um homem é também a hipótese de fecundação. E é ele, o poeta, que inspira e exala a 0.01 peixes negros por segundo o sémen que refulga, e refulge de uma só volta como a uma caverna o mar; e entrando-o ela volta a sair, fecunda, prenhe daquelas milhares de cabecinhas que depois esmagaria para poder escrever a tinta.
sábado, 12 de setembro de 2009
EFRAÍN,
chamei-te mas
tinhas partido já
cheio do espirito
e eu que ficasse cheia
da tua espada de carne.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Vem (Não vem)
Lógica para a construção do murete II
A. pousa a enxada para fazer o segundo sangramento do dia: me embrujaste, me embrujaste.
notas para a construção,
terça-feira, 7 de julho de 2009
Détachement
segunda-feira, 22 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Gumbo
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Na noite que a serra escande
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Palmeiras com nomes próprios
Uma grave e arguta elucidação em alemão para as massas salvou meu desenho a carvão- explicou-me, quebra por quebra, as tensões circulares a que se ofereceria, antes de tudo, antes do olho. Assim, desde última fila no topo da colina até à boca da ópera (era uma montanha) deixei que ele se fizesse e me entreguei no esforço de acompanhar aquilo que já por si desbravaria (é uma canseira a vocação).
Regressei de trabalho feito para uma montanha vazia, um irmão já crescido, os amigos perdidos.
Louco o homem que trabalhou, que se afincou numa lavra e nessa distância sulcou bem fundo um trabalho, uma obsessão. E agora de trabalho feito, a vida cava no corpo (nas mãos) uma ressaca e o nosso louco declina a sua companhia natural, essa doença, e sai para a costa. Digamos: é a festa do estio.
E se ele raivoso procura desenfreadamente colina acima, colina abaixo, desfazer-se com as marés; beber em quantidades idênticas ao que pensa ser a piscina do mar; correr pelo meio dos cardos, picar-se; deixar, e arrepender-se de ter deixado, o livro à guarda de um carcereiro alimentador de ratas do tamanho de pequenos leõezinhos (que vêm comer à mão dela, que é a prisioneira-mor), é porque chegada a noite ou lá o que é, se deita para dormir e sonha, sonha muito. Que consigo descem pelas encostas todos os queridos, e que ao subir encontra, já sem surpresa, os desaparecidos.
Minha mãe eu
corro.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
The slope II
Eu penso nela. O corredor não pensa em nada. Lá dentro um homem -novo- perde a cara, a juventude e quiçá a parca vida.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
"TATU"
Portanto num painel de azulejos mandei inscrever a misteriosa legenda. Agora, como a um medalhão, dedico-me a olvidar o resto e a habitar somente essa legenda com a estranheza da deslocação. Admito que exista, sim, a intenção de um lento cultivo para o delicado desconforto do lar. E talvez com o fim do Verão ele chegue assim, como uma jóia- a ostentação de um quase constante desfasamento.
Faço tudo o que posso para permitir ao longe o restolhar das folhas das palmeiras, umas contra as outras. Quero dizer, faço tudo o que posso para permitir a fúria imobilidade da loucura. E não me referir jamais ao mar.
Agora para dentro. Devagar, depressa e devagar.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
precinha (na orla mmarítima)
história da caçadora de pérolas e o mergulhador de apneia:
Os dois vencemos um
bicho chamado
CANÇÃO
Portanto entre nós (será)
a dança
Maladresses pour s'evader du lit (La femme qui tombe)
terça-feira, 19 de maio de 2009
Atelier
- Quanto mais espero, mais se amontoam as pequenas mortes.
E saiu, esfregando as mãos na alegria da construção.
VASCO, CANÇÃO
a nossa melhor parte, Eurídice, crescem depois
rosa-dos-ventos.
fui eu?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Expulsão: Cena primitiva do desvelo. Acto I
Não choro por tu estares morta mas porque eu, enquanto viver, estarei morta para ti.
Doravante, calarei para dizer, como Hölderlin, Sou «a criança dos cabelos de cinza». A que intenta habitar o intervalo entre as duas idades. O Artista. Aquele que aceita - e não aceita- a morte imemorial da mãe.
Vivo. Isto é, ouvir-te ainda dizer: depois de mim, vivei antes de mim.